1. "putana"


    Encontro: 03/12/2018, Categorias: Heterossexual Autor: ilyana, Fonte: ContoErotico

    Foi naquele fim de tarde, quando pela primeira vez fiz sexo no banco de trás de um carro, quando ele tirou da entrada e gozou fora, que senti que doravante seria uma mulher diferente do estereótipo da moça classe média de boa formação. Gosto de fazer sexo. Tanto possa estar sossegadamente trabalhando, lendo um livro, escrevendo, quanto fodendo com gana e prazer. Da minha buceta molhada vários, não muitos, já sentiram o gosto. Sempre afirmam que sou muito gostosa, tem algo de adocicado no meu gozo. Fico excitada com muita facilidade. Gosto de inovar de levar o parceiro ao limite da tesão antes de completamente molhada permitir que ele se introduza em mim, pedindo imperativa: “me fode, me fode!” Lamento usar camisinha. Gosto de sentir o esperma invadir meu útero, enquanto o parceiro ruge de prazer na sua ejaculação. É gostoso. Minhas tendências utópicas se resumem em sonhar com um mundo onde as doenças sexualmente transmissíveis não mais existam. Gosto da sensação do penetrar na pele, esfregando dentro de mim. Sinto cada veia dilatar, cada momento com precisão.
    
    Adoro, antes da transa, a surpresa e aquela expectativa de “como será hoje?” Adoro flertar fazendo crescer aquela vontade enorme de foder e ser fodida até que os dois acoplados gemam gritando de prazer com o coração explodindo e a vulva inchada pelo pau que mete numa velocidade atroz.
    
    Por formação ou falta dela, apesar de ter sido aluna aplicada do colégio Madre Alix, nunca sonhei em me casar, assim, de véu e grinalda, a porra toda, em uma dessas igrejas católicas bem convencionais. A cultura me afeta, o que posso fazer? Pedidos eu já tive uns poucos. Mas nunca encontrei alguém que aceitasse meu modo de encarar a sexualidade hétero, a excitação que me faz subir um ardor descomunal que me leva a abrir as pernas tomando a iniciativa. Isso os homens temem tanto quando a brochura. Simone Beauvoir disse que não se nasce mulher. Torna-se. Pois eu já sou “mulher” desde que me entendo por gente. Gostava de me sarrar na quina do sofá, enquanto assistia filmes de sacanagem escondida da mamis. Adorava tocar um punhetinha para meu priminho mais velho, no fulgor da inocência infantil. “Luz da minha vida, é que eu preciso entender esse papo de Freud, essa tal de inveja do pênis. Deixa eu pegar nele só mais um pouquinho, vai? É tão bom... se eu não tenho um só para mim, por favor, deixa eu brincar com o seu?”. Fui eu que fiz com que ele gozasse pela primeira vez. No início, o líquido vinha bem ralinho. Mas quando começou a ficar pastoso, com um cheiro forte, do jeito que eu gosto, passei a engolir tudinho, de uma vez só. Ai... saudades da minha doce infância.
    
    Toda essa narrativa só para reafirmar que embora me considerem "putana", amar é se completar e se entregar aos próprios desejos com a pessoa certa sem exigências ou cobrança apenas dar e receber na mais pura volúpia do sexo sem depois se vulgarizar ou deixar de se comportar como uma pessoa comum no meio social .
    
    Apenas se libertar e ser ...
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