1. 2 - A perspetiva da Joana


    Encontro: 13/10/2021, Categorias: amamentação, Oral peitos, Seios, mamas, Viagem, Sedução Amor Professor, Portugal, Piloto, Heterossexual Autor: R Wilson, Fonte: CasadosContos

    Foram tempos conturbados aqueles em que tive de voltar aos voos e deixar a minha bebé de 9 meses com uma baby-sitter.
    
    Primeiro, foi a dificuldade de encontrar a pessoa certa para tomar conta dela. Depois, foram simplesmente as saudades. Voltar a trabalhar depois de ser mãe é deixar o coração fora do corpo.
    
    Eu e o Jorge discutimos muito sobre a possibilidade de contratar uma desconhecida. Não sabíamos se seria a melhor opção, mas tivemos de arriscar. Colocar a Matilde numa creche não nos fazia sentido, sendo ela ainda tão pequena. Preferimos procurar os serviços de uma empresa de trabalho temporário e foi assim que eu descobri a Mia. A empresa enviou-me seis currículos, dois dos quais, eu coloquei logo de parte. Um porque se tratava de um rapaz e, apesar de poder ser uma pessoa fantástica, parte de mim tinha medo de entregar a Matilde aos cuidados de um homem, com tantas histórias de pedofilia que se ouvem por aí… O outro currículo que afastei foi o de uma mulher que, pela fotografia, parecia uma toxicodependente. Se uma pessoa não tem a mínima preocupação com a foto que escolhe para o currículo, não sei se terá grandes preocupações com os bebés dos outros. A verdade é que fiz as 4 entrevistas às candidatas restantes e a Mia foi a minha favorita desde o primeiro momento. Era muito jovem o que podia ser contraproducente, mas quando me explicou que tinha sido ela a tomar conta dos seus 3 irmãos mais novos, enquanto os pais trabalhavam, percebi que podia ser a pessoa certa. Havia outra candidata muito interessante e com estudos superiores na área da pedagogia, a Raquel, mas estava na casa dos 30 anos e era gira e sensual. Demasiado sensual para mim. Não é que eu não confie no Jorge. Somos casados há 8 anos, estamos juntos há mais de 10 e continuamos apaixonados como no primeiro dia, mas daí a querer meter uma tentação dentro de casa…vamos com calma! A Raquel cheirava-me a perigo. Demasiado bem maquilhada, demasiado decotada, demasiado curvilínea. Demasiado tudo. Ia ser a Mia a escolhida, sem dúvida. E foi.
    
    Disse-lhe quando é que ela devia começar, o que corresponderia à minha viagem de 3 dias para Nova Iorque. Era uma jovem humilde e pareceu-me muito meiga e simpática. Expliquei-lhe que a minha ideia não era ela tomar conta da Matilde apenas por umas horas, mas sim, passar vários dias em minha casa, cada vez que eu estivesse em viagem. Ela pareceu-me genuinamente feliz com o facto de ter conseguido este emprego e, segundo me pareceu, com o salário. Recordo-me de me ter perguntado se eu tinha mais filhos e estranhou o facto de eu só ter a Mati.
    
    No dia do meu voo, tinha de sair de casa às 16 horas e estava muito nervosa por ter de voltar a voar. Habituara-me a passar tanto tempo em casa que parecia que já só queria ser mãe a tempo integral. Eu que atrasara tanto a maternidade em virtude de amar a minha profissão, de repente, via-me mais realizada em casa como mãe do que a pilotar uma avião de 60 toneladas.
    
    Acordei com um nó no estômago ...
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