1. RASTROS (2): SURPRESAS E NEGAÇÃO!


    Encontro: 22/11/2021, Categorias: Oral Traição / Corno Heterossexual Autor: O BEM AMADO, Fonte: CasadosContos

    “Amor …, minha menstruação não vem há mais de um mês!”, disse Maria, sentada em frente a minha mesa com uma expressão que mesclava medo e hesitação. A maioria dos homens (senão, sua totalidade), sabe que essa é umas das frases que jamais desejamos ouvir, mas que, via de regra, somos obrigados por conta de nossas próprias ações. Ficamos nos olhando e pensando; ela na inconveniência da situação e eu, com os desdobramentos futuros que viriam.
    
    “Minha médica, me deu essa receita …, você pode comprar pra mim?”, ela prosseguiu, estendendo um pedaço de papel na minha direção. Peguei a receita e li. “No verso, tem o endereço de uma farmácia que vende sem exigir mais nada, senão a receita …, você compra pra mim?”, explicou ela com reiteração.
    
    -Não vou comprar isso pra você! – respondi, enquanto punha o papel no bolso da camisa – Vou comprar pra nós …, afinal, estamos juntos nessa!
    
    Maria arregalou os olhinhos lindos e sorriu encabulada. Antes que ela fosse embora, segurei suas mãos entre as minhas; assustada, ela olhou discretamente para os lados e ficou mais encabulada ainda. “Eu te gosto muito Mariazinha linda!”, eu disse, sem me importar com quem pudesse ouvir. Ela sorriu e tivemos uma vontade incontrolável de nos beijar afoitamente …, mas, controlamos esse impulso vital, mas desaconselhável.
    
    No horário do almoço, fui até a farmácia indicada pela médica de Maria; era uma botica das antigas; um senhor alto de ascendência alemã veio me atender. Estendi a receita que ele leu atentamente; olhou para mim e o sorriso inicial foi transmutado em certa indignação. Ele foi para o interior da farmácia, de lá voltando com uma pequena caixa. Entregou-me e disse o preço (muito barato para o efeito que produz).
    
    No caminho de volta, recordei que eu e Maria havíamos saído juntos em duas ocasiões; digo saído e trepado! A primeira eu já narrei; a segunda …, bem, a segunda também foi consequência do tesão de dois afoitos. Era uma tarde quente de quarta-feira; como de hábito, por volta das dezessete horas decidi descer para tomar um café. Entretanto, optei por me dirigir até o andar onde Maria ficava, deixando de lado a ligação que eu sempre fazia.
    
    Ao vê-la no corredor, usando uma minissaia e uma blusinha com um decote generoso quase enlouqueci. Ela sorriu para mim e como seu gesto pessoal, mordiscou os lábios para outro sorriso; aquele gesto, silencioso e inocente, era um pedido que gritava: “Quero você!”. Entramos no elevador lotado, já que era final de expediente, e eu me controlei para não agarrá-la ali mesmo!
    
    Na cafeteria, nos sentamos bem próximos, e eu pousei a mão sobre a coxa desnuda dela; Maria olhou para mim e seus olhos brilharam intensamente …, de alguma maneira impossível precisávamos estar juntos naquela noite. No caminho de volta, disse a ela que não fosse embora sem falar comigo e que avisasse sua mãe que chegaria um pouco mais tarde em casa. Ela fitou meu rosto, estendeu a mão ajeitando meus cabelos e disse: “Eu te quero muito! Mas, ...
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